ARRETADO, CHICO CÉSAR!


O PONTO DE CULTURA CABRAS DE LAMPIÃO  manifesta total apoio a nota publicada pelo Secretário de Cultura do Estado da Paraíba, Chico César. Esse sentimento deve ser aplicado também para os municípios onde os prefeitos contratam bandas que não possuem nenhuma relação com a nossa cultura e história. Os grupos de cultura popular vão perdendo espaços preciosos. É horrível quando lemos as programações dos eventos em tudo quanto é cidade – nas Festas de Padroeira, Festas Cívicas, Vaquejadas, Pegas de Boi, no Ciclo Junino e Natalino, Carnaval, Exposição de Animais e o diabo a quatro – e nos deparamos com uma verdadeira falta de respeito com a cultura e com os artistas que cantam e exprimem  as tradições. 
Dinheiro público é pra ser direcionado com produtos e serviços de qualidade, com construção cidadã. Tem que ser gasto com RESPONSABILIDADE e, principalmente, com ações de INCENTIVO e FOMENTO a cultura regional. Isto nos faz lembrar uma máxima sempre aplicada pelo movimento cultural de Serra Talhada: QUEM ACHA SER LOUCURA INVESTIR EM CULTURA, É POR QUE NÃO SABE O PREÇO DA IGNORÂNCIA.

Leiam a nota: 

“Tem sido distorcida a minha declaração, como Secretário de Cultura, de que o Estado não vai contratar nem pagar grupos musicais e artistas cujos estilos nada têm a ver com a herança da tradição musical nordestina, cujo ápice se dá no período junino. Não vai mesmo. Mas nunca nos passou pela cabeça proibir ou sugerir a proibição de quaisquer tendências. Quem quiser tê-los que os pague, apenas isso. O Estado encontra-se falto de recursos e já terá inegáveis dificuldades para pactuar inclusive com aqueles municípios que buscarem o resgate desta tradição. São muitas as distorções, admitamos. Não faz muito tempo vaiaram Sivuca em festa junina paga com dinheiro público aqui na Paraíba porque ele, já velhinho, tocava sanfona em vez de teclado e não tinha moças seminuas dançando em seu palco. Vaias também recebeu Geraldo Azevedo porque ele cantava Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro em festa junina financiada pelo governo aqui na Paraíba, enquanto o público, esperando a dupla sertaneja, gritava “Zezé, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver”.

Intolerância é excluir da programação do rádio paraibano (concessão pública) durante o ano inteiro, artistas como Parrá, Baixinho do Pandeiro, Cátia de França, Zabé da Loca, Escurinho, Beto Brito, Dejinha de Monteiro, Livardo Alves, Pinto do Acordeon, Mestre Fuba, Vital Farias, Biliu de Campina, Fuba de Taperoá, Sandra Belê e excluí-los de novo na hora em que se deve celebrar a música regional e a cultura popular”.

Secretário de Estado da Cultura – Chico César

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