A PROEZIA DOS ALTERNATIVOS?

A proeza (ação de valor, façanha, escândalo) de misturar e friccionar poesia com prosa: daí  proezia.  Situação-limite entre a linguagem coloquial-discursiva ou prosaica e a condensação intuitivo-metafórica das poéticas. Longe das estéticas normativas ou programáticas. Liberdade total para as borboletas.
Dessa perspectiva ficam abolidas as hierarquias entre texto oral-escrito, retórica minimalista, devoção pessoana, agitos drummundanos, letras de música, musicalizações concretas e abstratas.  PROEZIA para todos. 
Entretanto os defensores do status das altas culturas podem continuar diferenciando letras de canções populares das poesias e dos poemas rigorosamente literários. Liberdade para os tigres de papel vanguardistas.
Tudo pode continuar sendo misturado: inventores, mestres, diluidores e co-autores de todas as possíveis bricolagens. 
Diante das proezas da proezia, resta-nos situar a condição e situação histórico-existencial dos eternos e endiabrados ALTERnativos:
1. outros nativos à deriva de benesses da cultura oficial-estatal-transpartidária;
2. antes saudosistas, tropicalistas e pós-tudo indicaram novo tipo de intelectual, por uma
    "nova cultura" no trânsito da formação universitária para a "mídia" de todas as redes,
     enredos e empoderamentos;
3. contra qualquer forma de vassalagem provincial ou  globalizadora;
4. a favor da experimentação sem limites, sem cânones, sem estatutos doutorais. Pela  
    criação compartilhada, pelo prazer dos textos, pela antropologia ficcional de nós
    mesmos enquanto OUTROS ORF' EUS e ALTERnativos sem medo das creches
    advertidas pelo nosso Chico César.
5. Todos os desafios do pensamento pensante e da criticidade sem temor das borboletas,
    das onças mortais e dos tigres asiáticos e amazônicos. Tudo pela poeticidade da  
    Semana Anti-Nuclear, de 10 a 14 de agosto.
    Recife/jun/2011.

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