JOGOS de SEDUÇÃO da CRÍTICA CULTURAL

Entre o capitalismo tardio, a flutuante
modernidade, eternas fórmulas de mecenato
das instituições aos aparatos mercadológicos,
quais jogos de sedução nos restariam?
O que, nos anos de chumbo, era COOPTAÇÃO
tornou-se para o neon-liberalismo Geopolítica
da Cafetinagem? Moralidades à deriva.
Esquecendo bodes expiatórios e ursos
conspiratórios, onde encontrar e devastar
espaços de experimentação?
Jornalismo enquanto resenha de espetáculos?
Livros, revistas, documentos que jamais seriam
lidos além das orelhas alheias?
É preciso muita dis-po-ni-bi-li-da-de para
encarar tantos jogos sedutores?
Se tudo já foi dito, persuadido, reinventado
por Mário Pedrosa e Hélio Oiticica, o que
fazer da crítica em trânsito?
Meios de comunicação como extensões
demasiadamente humanas da carência?
Se desejamos jogar com os limites, por
que não imaginamos a crítica cultural
como exercício de análise dentro das obras?
Críticos cúmplices dos processos de autoria
pela criticidade nas e das linguagens.
Sem temer o ECLETISMO de conceitos e
metodologias, reler Roger Bastide como
fonte questionadora do experimental.
Para manter o estado de VIGÍLIA nas
MARGENS do enfrentamento sem culpas.
Por que não encarar a crítica plural das
culturas em Viagem de Joseph Língua
de Pedro Américo de Farias (Ateliê Editorial)?
Quando O Corvo de Edgar Alan Poe por
Mão Maltez (Ed.Scipione) oferecerá
lições de tempo e espaço para as
visualidades contemporâneas?
As Técnicas Modernas do Êxtase
indicarão Armando Lôbo no roteiro
oswald/nietzsche/wagneriano de
transfigurar a música em crítica de
nossas dormências argumentativas?
Jogos de sedução do mais erudito ao
pop transgressivo e ao que sempre poderia
tocar nas emissoras antes e depois da Frei
Caneca, sem cafetinagens da geopolítica.
Jomard Muniz de Britto/ julho/2011

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