PADRE CHRISTIANO JACOBS - A VINDA PARA O BRASIL

A vinda do padre Holandês, Christiano Jacobs, para o Brasil inicialmente para Campina Grande e depois se radicalizando em Sertânia desde 1966, foi um grande marco para nossa cidade. Nosso povo ganhou muito com isso, pois éramos acostumados com uma igreja dita conservadora. Não é que ele tenha sido, como dizem, uma pessoa diretamente envolvida no desenvolvimento da educação e no esporte de nossa cidade, estes dois temas muito levantado pelos cidadãos de nossa cidade. Isso é o que pensa os mais sectários de seus seguidores, mas na verdade analisando frio e criticamente ele, o padre, foi na verdade um agente estimulador, provocador, incentivador, cooperativo. Pelo fato de ser um europeu, naquela época sem a globalização das informações que temos hoje ele já estava alguns anos à nossa frente.

 Jovem, vibrador, otimista, sabia perfeitamente o que era melhor, não somente os jovens de nossa comunidade. Conseguiu aliar tudo isso com a inteligência, criatividade, o potencial, tempo e disposição para a cultura e esporte dos nossos jovens.

O povo acreditou e respondeu a altura com a performance no ensino, no esporte, melhor do que ele cobrava, incentivava e esperava(eu mesmo fui um destes). Nada disso seria possível sem a participação de outras pessoas como Zé Etelvino, Zina, Zé Paulo, Cyro, Zé Ivan, Dona Linda, Rocilda, Eunice, Maria José, Lúcia Medeiros, Eurly, Dr Aristóteles, Inalda Lafayette, entre outros que nem ao menos foram entrevistados para o documentário exposto na praça e eventos dia 24.09.11, onde ali, ouvimos depoimentos de pessoas que nada tinha haver em absoluto com a trajetória políticoeducacional do padre em nossa cidade.

Evaporou-se no calor da Rainha do Moxotó, Sertânia, a possibilidade de vê-lo à frente do executivo, uma vez que ele sempre teve bons propósitos, bom transito com políticos. Com as conversas que tinha com ele quando estudava para o vestibular em sua casa juntamente com Beto e Zuza, tenho certeza de que não haveria nepotismo, nem trampolim político. Mas, não sei o que se passava no grupo político ao qual ele era ligado, nunca lhe deram uma oportunidade para que o mesmo pudesse ter sido julgado nas urnas pelo povo sertaniense. Deixemos isso para lá, vamos tratar da homenagem, que na minha fria análise percebi que houve um viés político partidário nesta homenagem. Deveremos ter cuidado porque senão o povão vai perceber o jogo político destas “ homenagens”.

O padre nunca teve papas na língua, por isso arranjou desavenças, inveja e até mesmo intrigas, dentro de seu grupo político, isso pode ter sido o motivo de sua não indicação para o cargo do executivo nos seus 45 anos dedicados a nossa paróquia. Poderiamos em outro século um novo Mauricio de Nassau de Sertânia. Não entendi porque todo o povo sertaniense não participou desta Homenagem, independente da cor da boca, seja boca branca, boca preta. Eu que sou da boca Vermelha estava lá.

*Antonio Siqueira Cheriño é sertaniense, Médico em Caruaru. Ex-aluno e ex-professor de Educação Física da Escola Olavo Bilac de Sertânia-PE

Comentários

 
Copyright ©2018 GArganTA MAGAlhães Todos os Direitos reservados | Designed by Robson Nascimento