UM DIA TODO ESPECIAL

"Bom dia prezados confrades (PROFESSORES)

A título de reflexão sobre o DIA DO PROFESSOR, segundo algumas fontes, em 1827 D. Pedro I teria proposto a criação de escolas primárias para o Brasil. Esta proposta, no entanto, fora oficializada só em 1933, exatamente no dia 15 de outubro.
A data comemorativa (como dia do professor), no entanto, só foi oficializada com o decreto 52.682, de 1963. Estamos em 2011, quase três séculos depois, e pouca coisa mudou em relação ao pensamento inicial do imperador. Mas nós continuamos, não obstante todo o descompasso entre a teoria e a prática, acreditando que a educação é o instrumento mais eficaz de construção da cidadania, da libertação das consciências, do desenvolvimento econômico e social, enfim, da construção de um mundo mais humano, sem violência e em paz.
Para a maioria dos que, por diferentes mecanismos, chegam à condição de gestores das políticas públicas e sociais, a educação se faz com as quatro primeiras letras (EDUC), ou seja, pelo discurso e pelas promessas desprovidas de conhecimento e de real interesse. A outra parte do nome (que é constituída de mais quatro letras = AÇÃO) fica quase sempre no esquecimento. E a dedução é simples: os números que surgem após cada avaliação. Talvez que para mudar esse quadro a proposta de Agostinho de Hipona (Santo Agostinho) já naquele tempo seja uma alternativa. Confiram:
"A CIÊNCIA QUE CUIDA DO CORPO É CHAMADA MEDICINA. A QUE CUIDA DA ALMA, EDUCAÇÃO. DADO QUE O CUIDADO DO CORPO ESTÁ INTIMAMENTE LIGADO AO DA ALMA, A MEDICINA É UM ASPECTO DA EDUCAÇÃO. DADO, POR OUTRO LADO, QUE O CUIDADO DA ALMA EXIGE UMA CERTA PERÍCIA MÉDICA, A EDUCAÇÃO SE CHAMA, COM RAZÃO, MEDICINA DA ALMA" (Santo Agostinho, apud MORAIS, Espiritualidade e Educação, CEAK, Campinas-SP, 2002).
Quiçá, tenhamos as duas ciências atuando integradas, com o mesmo peso na formação, no status e na atuação dos respectivos profissionais ainda no espaço do III Milênio. E como professor não pode perder a fé, a postura e a esperança, trago para os nobres companheiros um pensamento de Rubem Alves, do livro A Alegria de Ensinar:
"Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra.O professor, assim, não morre jamais... (...)".

Enquanto isso, vamos realizando nossa parte conforme pensava (e fazia) o professor Francês Hipplyte Léon Denizard Rivail:
"A EDUCAÇÃO É A OBRA DA MINHA VIDA, NÃO FALTAREI À MINHA MISSÃO, POIS POSSO COMPREENDÊ-LA. INIMIGO DO CHARLATANISMO, NÃO TENHO O TOLO ORGULHO DE ACREDITAR CUMPRI-LA COM PERFEIÇÃO, MAS TENHO AO MENOS A CONVICÇÃO DE CUMPRI-LA COM CONSCIÊNCIA" (Textos pedagógicos, Tradução de Dora Incontri, Comnius, 1998, p. 92).

PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Cordial abraço!!!!!!!!!!"

Professor José Maria Lopes de Lima

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