Nenhum arRECIFE pode ser QUINTAL

Nenhum arRECIFE pode ser QUINTAL.
Algum país deve ser oceano de utopias.
Apesar da inconstância da almacorporal
selvagem e civilizadíssima.
Com todo peso e preço das culturas
em dissipações patrocinadoras.
ABAPURU não ressuscitou por DILMA nem
Glauber por Nelson Motta.
Precariedades.
Por verbal estranhamento, ANTROPOEMIA
poderia ser inevitável contraponto de
uma canonizada antropofagia?
Dúvidas sensatas.
Jogo de palavras dominando o mundo
das citações em deleite acadêmico.
Recitamos Foucault, Deleuze, Negri,
Guattari, Agamben para ainda mais
esquecermos Roberto Machado, Luiz Costa
Lima, Silviano Santiago...
Traições e ou contraDICÇÕES doutorais.
Reler o Manifesto Antropófago de
Oswald de Andrade e repensar ambivalências
da Tropicália e dos hipertropicalismos.
Rasgos de devoração sem a fé devota.
Continuar abismando-se pelas mutações
do sublime ao grotesco,
do nacional-popular ao internacionalismo
para dançar BAAL de Brecht com Reza de
Rita Lee. Sem medo de ser infeliz.
Pela travessia do mais cafona ao metakitsch.
Do Brasil-pandeiro às brasilidades em transe
de câmeras, guitarras, berimbaus e pipocas
TRANSmodernas, atuais e atuantes.
Ao contrário das absorções, deglutições,
reinterpretações, o núcleo diferenciado
da ANTROPOEMIA seria o VÔMITO em devir
transfigurador. Palavras impactantes.
Todos apostando no projétil de
ultrapassar dicotomias e lógicas
binárias in-ter-mi-ná-veis:
Totem/Tabu; Invenção/Mercado;
Singularidades/Coletivos;
Morte do Autor/Renascimento do Leitor,
público-autor-desautorizado e não.
Pensamento Selvagem/Perspectivismo.
Capitalismo devorador/Anarquismo recalcado.
TUDO FOI DOMINADO e ou VOMITADO pelo
Kapital líquido, sólido, gasoso?
Por que retomar  Lévi-Strauss fingindo
ignorar o ecletismo de Roger Bastide?
A NÁUSEA de João Paulo Sartre?
Dentro do cipoal do citacionismo
pós-tudo, a hora e vez de investirmos
na moçada rebelde do PPGARTES/UERJ.
Antes, durante e depois das GREVES,
escuridões e clarividências.
Leões do Norte e Leoas Desnorteadoras
jamais barradas pelas eternas dualidades.
Recife, setembro de 2012
Jomard Muniz de Britto

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