CARLOS FERNANDO por ele MESMO

Olhando seus olhos me perco
No mesmo compasso poeira carreira
Areia do mar Olinda mandou me chamar
Seus olhos claros faróis
De perto te vejo aqui quase longe
Sou anjo avesso
A praça vazia
O palhaço sem graça
O prefeito sem voto
E o poeta sem nada
Sou anjo avesso
É um raio que rompe e traça
E a massa espanta a dor
Na primavera do som o sol
No meio de suas cores estou
Meu coração acelerou também partiu
Anjo avesso
Incendiando quem escapou do incêndio
Girando em espiral
Você sorrindo jogou aquela flor
E um bloco veloz feito um raio
Sou Tupã presente
Guerreiro sempre
Galhos de semente
Do algodão do pau-brasil
Da serpentina que coloriu
A vida e o meu coração de leão
Eu sou daqui mas vim de longe
Dando cambalhotas no ar
A vida na ponta dos dedos
E a felicidade sem nenhum segredo
Porque você foi ver o arco-íris
E não me chamou... e fale do arco do céu
Das cores no sol
Quero ver o amanhecer
Do ser do ser
Que a beleza total vem de dentro da gente.
INCONCLUSÕES:
Autor do mais belo e coletivo projeto – ASAS DA AMÉRICA – Carlos Fernando soube cultivar a rebeldia enquanto
delicadeza de Príncipe do Bem.
Mas nada foi facilitado demais.
Nem de menos. Nem por medo.
Seu diálogo com políticos convictos
foi herança lyrica do país de Caruaru.
Mitos em ritos de familiaridade.
Por isso recordemos A LIRA DO DELÍRIO, filme que soube TRANSformar em vida
a morte banal e (ab)surda.
Tempo folião sem determinismos.
Do TRANSregional da Pipoca Moderna à Constelação Valenciana.
O Músico e Maestro Geraldo Azevedo
sabendo de tudo, por todos e todas.
Caetanave em máscaras desafiadoras.
Tempo cidadão com O GOLPE NA ALMA.
A bricolagem acima é o mínimo que podemos
vislumbrar do coração celeste celestial
nos TRANSfigurando e ultrapassando.
Jomard Muniz de Britto
Recife, setembro de 2013

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