Tomie Ohtake (IN MEMORIAN)

       O Brasil perdeu, nesta quinta-feira (12/02/15), um grande nome da arte. Tomie Ohtake morreu aos 101 anos, deixando um legado de monumentos e esculturas por várias cidades de nosso país. Na galeria acima, você aproveita para conhecer um pouco mais da obra da artista e saber se alguma delas esteve sempre debaixo do seu nariz, e você nem sabia. Quer forma melhor de homenagear uma pessoa que embelezou nossa terra?
Sua obra como essencialmente ocidental, embora seu traço revele forte influência da cultura japonesa.
      Nasce em Kioto, onde estuda e vive até os 24 anos. Vem como Tomie Nakakubo ao Brasil, para visitar um irmão, mas o início da guerra sino-japonesa impede seu retorno ao Japão.
Decide fixar-se em São Paulo e logo depois se casa com um engenheiro agrônomo, de quem adquire o sobrenome Ohtake. Passa a juventude como dona de casa e somente em 1952 começa a se interessar por pintura. Faz aulas com o artista japonês Keisuke Sugano e participa de exposições coletivas a partir desse ano. Ganha vários prêmios na década de 60 e de 70, entre eles o Prêmio Nacional de Pintura (1965) e o Prêmio Museu de Arte Moderna de São Paulo (1979).
Tomie Ohtake
Na década de 80 cria obras de arte para áreas públicas, como o painel para a fachada lateral do Edifício Santa Mônica, em São Paulo (1984), a estátua Estrela, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro (1985), e a escultura comemorativa do 80° aniversário da imigração japonesa, em São Paulo (1988). Em 1993 comemora 80 anos com uma exposição que circula por dez cidades brasileiras, e também pelos Estados Unidos e países da América Latina e da Europa.
Flávio Magalhães
Editor

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