IN MEMORIAN





  David Bowie, nome artístico de David Robert Jones nasceu em Brixton, Londres, 8 de janeiro de 1947 —encantou-se em Manhattan, 10 de janeiro de 2016) foi um cantor, compositor, ator e produtor musical inglês. Por vezes referido como "Camaleão do Rock" pela capacidade de sempre renovar sua imagem, tem sido uma importante figura na música popular há cinco décadas e é considerado um dos músicos populares mais inovadores e ainda influentes de todos os tempos, sobretudo por seu trabalho nas décadas de 1970 e 1980, além de ser distinguido por um vocal característico e pela profundidade intelectual de sua obra. Conheci a sua genial obra por três vias a primeira através dos Beatles, principalmente por John Lennon na parceria da música FAME (Fame, it's not your brain, it's just the flame/That burns your change to keep you insane (sane).Fame (fame). Fama, que não é o seu cérebro, é apenas a chama/Que queima sua mudança para mantê-lo louco (são)(Lennon-Bowie) ). E como vimos nestas fotos com Paul McCartney e o desenho animado dos Beatles e com Ringo with Lulu and Cat Stevens in a 1973 photo with your friends. Depois com o Filme Christiane F, que tem uma participação fantastica sua no filme e por último meu amigo Ivon Rabelo com seus discos vinis maravilhosos e um dos meus preferidos é o Disco Diamond Dogs a começar pela capa


        Diamond Dogs é um trabalho que mostra Bowie, redundância, em nova fase de transição. Ele já tinha visitado os mods na Swinging London de 1967, o folk lisérgico em “Space Oddity” (1969), o hard rock em “Man who sold the world” (1970), tinha forjado a persona Ziggy Stardust e vários discos antológicos (vide “Hunky Dory”, “Ziggy Stardust” e “Alladin Sane”), e ajudado, ainda, a cristalizar o gênero (???) que ficou na história com o nome de glam rock. Em fins de 1973, meio de saco cheio com toda a badalação criada em torno de Ziggy, que, diga-se, tomava mais vulto que sua própria música, Bowie se despede da Spiders From Mars (Banda que o acompanhava desde 1970), mas ainda encarna o andrógino no disco "Pin Ups", no qual presta tributo às suas influências. Anuncia, entretanto, em shows, que era para breve a última aparição da persona.1974 abre com Bowie definindo o projeto que tentaria tirá-lo da arapuca Ziggy e que mostrava o desejo de direcionar sua inspiração apenas àquilo que melhor sabia fazer: compor e interpretar, sem rotulações e teatrinhos baratos. O projeto se chamava “Diamond Dogs” e era calcado em “1984”, livro de George Orwell que tratava de um suposto (hoje, sabemos, nem tão suposto) futuro em que tudo e todos eram vigiados pelo tal Big Brother (desnecessário maiores explicações).
           Um disco conceitual calcado em uma obra sombria. Certamente uma aposta alta para a esfuziante cena rock de 1974, dominada pelo energético hard do Purple, pelo etéreo som do Zep, pelo soft rock do America e do Steely Dan e pelo power pop do Big Star e do Badfinger.
(Flávio Magalhães)


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