Golpe é medo da delação de Cunha. Se ele abrir o bico, o Congresso desaba

altando dois dias para a votação do impeachment, o presidente da Câmara foi alvo de mais uma denúncia. Em sua delação premiada, o empresário Ricardo Pernambuco, dono da Carioca Engenharia, confessou ter pago a Eduardo Cunha uma propina de R$52 milhões, em 36 parcelas.
Neste domingo [17/4], será Cunha, um dos políticos mais corruptos da história do País, o regente de um espetáculo grotesco, após definir as regras a seu bel-prazer, marcando uma votação de impeachment para uma tarde de domingo, sem futebol, ele poderá liderar o afastamento da presidente Dilma Rousseff, que teve 54 milhões de votos e é reconhecida como honesta até por seus adversários.
Num mundo normal, Cunha já teria sido afastado por seus pares, na Câmara, ou pelo Supremo Tribunal Federal. Mas, como bem definiu a Organização dos Estados Americanos, tudo está ao contrário no Brasil. São os corruptos que julgam uma presidente honesta, tese que foi estampada nos mais respeitados jornais do mundo, como The New York Times, El País, Guardian, Independent eWashington Post.
De onde vem, portanto, a força de Cunha?De um lado, ele se aliou aos derrotados na eleição presidencial de 2014, como o senador Aécio Neves (PSDB/MG), que estarão para sempre associados a um movimento golpista liderado por um corrupto. De outro, ao que tudo indica, os esquemas Cunha não arrecadavam recursos apenas para o deputado, mas sim para toda uma bancada mantida por ele.
Ontem [17/4], o deputado Sílvio Costa tocou na ferida, ao dizer que o parlamento brasileiro tem medo da maior de todas as delações premiadas: a de Eduardo Cunha. É daí que vem a sua força, que pode ser capaz de destruir a democracia brasileira.
Assista ao discurso do deputado Sílvio Costa (PTdoB/PE) de sábado, dia 16/4, para entender melhor.

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