Feliz Natal para Todos - GArganTA MAGAlhães


DEZEMBRO em CarnavaliZações - Por Jomard Muniz de Britto (ainda JMB)

Mesmo sem poder escapar de
celebrações, este MÊS nos
compromete com todos, todas.
Tão familiares e
sempre consumistas. Familionários
integrados ao PODER.
Tudo podendo ser presenteado.
Nada a ser renegado por M E D O.
Todas as estações do ano no MÊS?
Por isso deZembro é tão desejante.
Convergências e par/ti/da/ris/mos.
Quase ninguém pensando ABISMOS
do Ser e Nada,
do Regional ao Universo.
E poucos ou raros chegam a tremer
 com TEMERidades que desgovernam.
Nosso país nunca foi paradisíaco.
Desamparo entre a condição indígena
e a miséria dos desempregados
citadinos. Apesar do Sol e dos luares
de beleza.
PROPINA: que palavra mais cruel!
Sem direito às ex-clamações?
Ainda podemos relembrar o abuso
superlativo do PODER?
Centrais e periféricos.
 PROPINAS em vasto repertório.
A felicidade consumista nos conduz ao
BLOCO DO NADA: carnavalizações.
 Sem religiões salvacionistas.
Sem retóricas TRANSeducativas.
Esquecemos P. Freire e D. Ribeiro.
Gente pra brilhar. Não para cemitérios.
Do PAI PAI ao DEVASSOS NO PARAÍSO.
 Continuemos leitores de JSTREVISAN.
Até mesmo de outros brincantes,
escritores em transe, trânsito
e foliões traumas.

Recife, dezembro de 2017

CIA Teatral Primeiro Traço - 30 Anos Fazendo Arte no Sertão


Entre Natais e Carnavais, DEZEMBRO - Por Jomard Muniz de Britto

Impossível esquecer as festividades que
anunciam novas datas e compromissos.
Mais que nunca é necessário celebrar.
Porque tudo será como antes, amanhã.
Nossos desejos circulam por todas as dobras e reinvenções.
Exercícios de imaginação,em dúvidas
permanentes e até periclitantes.
Nosso calendário TRANSmutando rotinas
em roteiros da possível amorosidade.
Desafiando padrões de comportamento.
Não conseguimos escapar das celebrações
tão familiares e muito mais consumistas.
Não confundir consumismo com comunismo.
Se a realidade das margens nos remete às
impossibilidades do real cotidiano,
o que fazer de nossa imagética política?
Nosso imaginário não deve permanecer
globalizado pelos meios massivos de
comunicação dialógica.
Continuaremos massificados?
A estética da miséria terceiro-mundista
 ainda nos assola e até mesmo consola?
Não esqueçamos a MAMA ÁFRICA
reinventada por Chico César entre Mandela
e uma cigana analfabeta relendo as mãos
de Paulo Freire e errantes herdeiros.
Vamos continuar apontando e apostando
nas encruzilhadas de novas passagens.
Transposição nas falas, escritas e fábulas
negociando e trapaceando com os donos
poderosos em todos os abismos.
Porque abismos sempre hão de pintar
entre nós, ACROBATAS cegos e cintilantes.
É preciso e urgentíssimo que possamos
percorrê-los sem medo.
Dezembro desconstruindo nossas falácias
cotidianas, irrompendo outras potências.

Recife, dezembro de 2017.
 
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