Entre Natais e Carnavais, DEZEMBRO - Por Jomard Muniz de Britto

Impossível esquecer as festividades que
anunciam novas datas e compromissos.
Mais que nunca é necessário celebrar.
Porque tudo será como antes, amanhã.
Nossos desejos circulam por todas as dobras e reinvenções.
Exercícios de imaginação,em dúvidas
permanentes e até periclitantes.
Nosso calendário TRANSmutando rotinas
em roteiros da possível amorosidade.
Desafiando padrões de comportamento.
Não conseguimos escapar das celebrações
tão familiares e muito mais consumistas.
Não confundir consumismo com comunismo.
Se a realidade das margens nos remete às
impossibilidades do real cotidiano,
o que fazer de nossa imagética política?
Nosso imaginário não deve permanecer
globalizado pelos meios massivos de
comunicação dialógica.
Continuaremos massificados?
A estética da miséria terceiro-mundista
 ainda nos assola e até mesmo consola?
Não esqueçamos a MAMA ÁFRICA
reinventada por Chico César entre Mandela
e uma cigana analfabeta relendo as mãos
de Paulo Freire e errantes herdeiros.
Vamos continuar apontando e apostando
nas encruzilhadas de novas passagens.
Transposição nas falas, escritas e fábulas
negociando e trapaceando com os donos
poderosos em todos os abismos.
Porque abismos sempre hão de pintar
entre nós, ACROBATAS cegos e cintilantes.
É preciso e urgentíssimo que possamos
percorrê-los sem medo.
Dezembro desconstruindo nossas falácias
cotidianas, irrompendo outras potências.

Recife, dezembro de 2017.

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